Na sua 20ª edição o Festival de Inverno de Garanhuns (FIG 2010), evento homenageia os 50 anos do Movimento de Cultura Popular e celebrará Música, Dança, Teatro, Circo, Cinema, Exposições e Oficinas durante dez dias.
Durante os dias 15 e 24 de Julho, o Agreste de Pernambuco será o centro das atenções do turismo cultural brasileira com a 20ª edição do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG 2010), que também recebe a terceira etapa deste ano do Festival Pernambuco Nação Cultural. Uma verdadeira maratona cultural, que contará com vários pólos atrativos. Serão dez dias de oficinas, fóruns de discussão, ações gastronômicas, shows, espetáculos de teatro e dança, exposições de arte e fotografia, mostra de cinema e circo.
Nesta edição, o FIG está homenageando os 50 anos do Movimento de Cultura Popular, que, de 1960 a 1964, durante o governo de Miguel Arraes e Pelópidas Silveira, revolucionou o sistema de educação e alfabetização do Estado por meio de uma articulação cultural.
Na edição em que o Festival completa 20 anos, a expectativa é que mais de 400 mil de pessoas de diversas localidades do Brasil passem pela FIG.
Pólos:
GUADALAJARA - Também conhecido como Palco das Multidões, a Esplanada Guadalajara abrigará os shows mais aguardados pelo público. Os shows terão início sempre às 21h.
PALCO POP - A programação do Palco Pop, que este ano dividirá o mesmo espaço com o Palco Forró, começa no dia 17 de julho e segue até o dia 24. Os shows terão início sempre às 18h.
PALCO FORRÓ - O Palco Forró, localizado no Parque Euclides Dourado, tem início no dia 17. Os shows deste palco começarão às 23h.
PALCO INSTRUMENTAL - A partir do dia 19, os amantes da música instrumental podem se dirigir ao Parque Ruben Van Der Linden (Pau Pombo), sempre às 18h.
ARTES CÊNICAS - Espetáculos locais e nacionais de teatro, circo e dança formam a programação de Artes Cênicas do FIG 2010, que ficará concentrada no Teatro Luiz Souto Dourado e no Parque Euclides Dourado, mais precisamente na Lona de Circo e no Pavilhão de Teatro e Dança. A programação de Artes Cênicas tem início no dia 16 de julho, a partir das 10h.
FOTOGRAFIA - Durante o Festival, o público poderá conferir exposições fotográficas no Parque Euclides Dourado e na Casa Galeria Galpão, relativas às três edições do Prêmio de Fotografia Pernambuco Nação Cultural. São imagens clicadas por fotógrafos residentes em Pernambuco. Em cada edição, um tema específico. Na primeira, as fotos selecionadas dizem respeito aos Patrimônios Imateriais (Cavalo-Marinho, Caboclinho e Maracatu Nação e Maracatu Rural). A segunda reúne imagens da cultura das 12 regiões de desenvolvimento de Pernambuco. E a terceira edição do prêmio tem como tema “Cidades, Paisagens Contemporâneas”.
MÚSICA ERUDITA - Durante o Festival de Inverno de Garanhuns, a Catedral de Santo Antônio se transformará num reduto da música erudita, recebendo uma programação especial montada pelo Conservatório Pernambucano de Música (CPM) e a 6.ª edição do Projeto Virtuosi na Serra, reunindo grandes nomes da música nacional e internacional. A programação do CPM acontece de 16 a 19 de julho, com duas sessões diárias, às 16h30 e às 21h.
ARTESANATO - O artesanato também terá um destaque especial no FIG 2010 e contará com um pavilhão exclusivo no Parque Euclides Dourado. O espaço funcionará de 16 a 24 de julho, das 14h às 22h, e reunirá quatro grandes estandes, um para cada macrorregião do Estado.
CINEMA - No FIG 2010, os amantes do cinema também terão o seu espaço garantido. De 16 a 22 de julho, o público poderá conferir, gratuitamente, uma mostra especial com filmes nacionais e internacionais no Cine Eldorado 2.
FÓRUM REGIONAL DE CULTURA - No dia 14 de julho, antecedendo a abertura oficial do FIG 2010, Garanhuns sedia o Fórum Regional de Cultura do Agreste Meridional, que colocará em discussão as prioridades das ações culturais para a região e intensificará o diálogo entre a sociedade e o Poder Público. O encontro será realizado na Autarquia de Ensino Superior de Garanhuns, das 8h às 17h. Até dezembro, o Fórum percorrerá todas as regiões do Estado.
OFICINAS - Durante o Festival, quem estiver por Garanhuns poderá participar de oficinas institucionais, de formação cidadã e de linguagens.
PALCO CULTURA POPULAR - Localizado na Avenida Santo Antônio, no Centro de Garanhuns, o Palco Cultura Popular mostrará a diversidade cultural de Pernambuco com apresentações de grupos de cultura de raiz. O palco funcionará das 10h às 18h.
A programação tem início no dia 19 de julho com a apresentação do Grupo Folclórico Bacamarteiro (Abreu e Lima-PE), do Afoxé Alafin Oyó (Olinda-PE) e do Clube Carnavalesco Misto Elefante de Olinda (Olinda-PE).
No dia 20 de julho, apresentam-se o Maracatu Estrela Brilhante de Igarassu (Igarassu-PE), o Grupo Xaxado Cabras de Lampião (Serra Talhada-PE) e Santino Cirandeiro (Paulista-PE). No dia 21 de julho, o público confere a apresentação do Grupo de Percussão Quebra-Baque (Recife-PE), do Grupo Artístico e Cultural Boi Ta Ta Ta (Recife-PE) e da Mazuca de Agrestina (Agrestina-PE).
No dia 22, sobem ao palco os Caboclinhos Canindé do Recife (Recife-PE), Reisado da Maninçoba (Garanhuns-PE) e a Família Salu e a Rabeca Encantada (Olinda-PE).
No dia 23 de julho, o público terá oportunidade de assistir à Banda de Pífano X (Monteiro-PB), as Sambadeiras (Olinda-PE) e o MARACATU CAMBINDA BRASILEIRA, da cidade de Nazaré da Mata, Terra do Maracatu. O Maracatu Cambinda Brasileira, possui o do Ponto de Cultura Cambinda Brasileira, no Engenho Cumbe, zona rural do município. O Engenho Cumbe é sede do maracatu, inaugurado em Outubro de 2009.
Tendo sido contemplado no Edital 2008 de pontos de cultura pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco, o Maracatu Cambinda Brasileira é um dos mais antigos de Pernambuco, fundado em 1918, e é um dos 20 grupos de Maracatu de Nazaré da Mata – Terra do Maracatu.
Como Ponto de Cultura, trabalha com o desenvolvimento das manifestações populares, permitindo a reciclagem dos grupos e criadores e visando, com isso, a melhoria da qualidade de vida dos brincantes.
Fechando a programação, no dia 24, sobem ao palco O Bonde Bloco Carnavalesco Lírico (Recife-PE), Coco de Umbigada (Olinda-PE), Quentes do Forró e Orquestra Curica (Goiana-PE).
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terça-feira, 20 de julho de 2010
UMA DAS MAIS LÚCIDAS E GRANDIOSAS FIGURAS DO EPISCOPADO BRASILEIRO - DOM TÁVORA - INICIOU SUA VIDA SACERDOTAL NA DIOCESE DE NAZARÉ DA MATA.
No dia 19 de Julho, Dom José Vicente Távora, conhecido como o “Bispo dos Pobres”, ou como ele mesmo se considerava como o “Bispo dos Operários”, completaria 100 anos.
Nascido em 1910, ele contribuiu muito com a história do povo brasileiro, principalmente a dos pobres. Essa foi sua opção pastoral desde o início do seu ministério sacerdotal na Diocese de Nazaré da Mata: estar a serviço de todos, mas preferencialmente dos pobres trabalhadores da cana na região da Zona da Mata de Pernambuco, Um homem de grande capacidade de ação e sensibilidade pastoral, exerceu o seu ministério episcopal voltado especialmente para os mais humildes, e afirmava: “libertar milhões da ignorância equivale a uma segunda abolição da escravidão”.
Seu compromisso com os pobres o levou a aceitar o convite do Cardeal do Rio de Janeiro para trabalhar juntos aos excluídos da então Capital Federal. Lá se encontrou com o Pe. Helder Câmara, cearense, também envolvido com as mesmas causas. Eram tão irmãos, tão unidos, que um chamava o outro de “Eu”. Os três estruturaram a Ação Católica, a CNBB, a Cáritas Brasileira, etc.
Ele chegou a Sergipe em março de 1958 para suceder a Dom Fernando Gomes. Naquele tempo a Diocese de Aracaju que correspondia a todo o Estado de Sergipe era composta por mais de 70 % de analfabetos e por uma população muito pobre.
Desde o tempo em que morava no Rio de Janeiro, juntamente com Dom Helder Câmara, não se cansou em participar das articulações dos bispos brasileiros em busca de soluções de combate à pobreza e ao analfabetismo no Nordeste. Estando em Aracaju continuou sua dedicação incansável na busca de soluções contra a miséria e a fome.
Conseguiu apoio dos bispos e recursos do governo federal para erradicar o analfabetismo através do MEB (Movimento de Educação de Base). A Rádio Cultura de Sergipe servia transmitir as aulas e animar os trabalhadores rurais a se organizarem seus sindicatos. Foi a partir do MEB que surgiram as articulações dos trabalhadores rurais para a criação dos primeiros sindicatos dos trabalhadores rurais e a Federação dos Trabalhadores Rurais.
Durante sua vida pastoral sempre estimulou a luta pela Reforma Agrária em todo o país para se praticar a justiça social no campo. E para assessorar a produção dos pequenos agricultores incentivou a criação da ANCAR (a DEAGRO de hoje). Para cuidar dos imigrantes e pobres abandonados na capital sergipana fortaleceu o SAME (Serviço de Assistência à Mendicância).
Para cuidar das domésticas criou a Casa da Doméstica e estruturou grupos de convivência com as prostitutas da capital. Para os desempregados da capital juntou-se aos empresários para trazer indústrias a fim de gerar emprego e renda.
Não era homem de viver correndo atrás de glórias, mas buscava ser fiel à sua missão de pastor no cuidado com suas ovelhas. Enfrentou desafios de cabeça erguida, desde problemas com o governo Lacerda que acusou o MEB de comunismo como também com o próprio regime militar que o prendeu em sua própria residência.
No tempo da ditadura militar sofreu muito ao ver seu próprio clero dividido – bispo auxiliar e padres – e seus colaboradores diretos ligados ao MEB, a Rádio Cultura e a Ação Católica serem presos e perseguidos. Faleceu, aos 59 anos de idade, na madrugada do dia 3 de abril de 1970.
Nascido em 1910, ele contribuiu muito com a história do povo brasileiro, principalmente a dos pobres. Essa foi sua opção pastoral desde o início do seu ministério sacerdotal na Diocese de Nazaré da Mata: estar a serviço de todos, mas preferencialmente dos pobres trabalhadores da cana na região da Zona da Mata de Pernambuco, Um homem de grande capacidade de ação e sensibilidade pastoral, exerceu o seu ministério episcopal voltado especialmente para os mais humildes, e afirmava: “libertar milhões da ignorância equivale a uma segunda abolição da escravidão”.
Seu compromisso com os pobres o levou a aceitar o convite do Cardeal do Rio de Janeiro para trabalhar juntos aos excluídos da então Capital Federal. Lá se encontrou com o Pe. Helder Câmara, cearense, também envolvido com as mesmas causas. Eram tão irmãos, tão unidos, que um chamava o outro de “Eu”. Os três estruturaram a Ação Católica, a CNBB, a Cáritas Brasileira, etc.
Ele chegou a Sergipe em março de 1958 para suceder a Dom Fernando Gomes. Naquele tempo a Diocese de Aracaju que correspondia a todo o Estado de Sergipe era composta por mais de 70 % de analfabetos e por uma população muito pobre.
Desde o tempo em que morava no Rio de Janeiro, juntamente com Dom Helder Câmara, não se cansou em participar das articulações dos bispos brasileiros em busca de soluções de combate à pobreza e ao analfabetismo no Nordeste. Estando em Aracaju continuou sua dedicação incansável na busca de soluções contra a miséria e a fome.
Conseguiu apoio dos bispos e recursos do governo federal para erradicar o analfabetismo através do MEB (Movimento de Educação de Base). A Rádio Cultura de Sergipe servia transmitir as aulas e animar os trabalhadores rurais a se organizarem seus sindicatos. Foi a partir do MEB que surgiram as articulações dos trabalhadores rurais para a criação dos primeiros sindicatos dos trabalhadores rurais e a Federação dos Trabalhadores Rurais.
Durante sua vida pastoral sempre estimulou a luta pela Reforma Agrária em todo o país para se praticar a justiça social no campo. E para assessorar a produção dos pequenos agricultores incentivou a criação da ANCAR (a DEAGRO de hoje). Para cuidar dos imigrantes e pobres abandonados na capital sergipana fortaleceu o SAME (Serviço de Assistência à Mendicância).
Para cuidar das domésticas criou a Casa da Doméstica e estruturou grupos de convivência com as prostitutas da capital. Para os desempregados da capital juntou-se aos empresários para trazer indústrias a fim de gerar emprego e renda.
Não era homem de viver correndo atrás de glórias, mas buscava ser fiel à sua missão de pastor no cuidado com suas ovelhas. Enfrentou desafios de cabeça erguida, desde problemas com o governo Lacerda que acusou o MEB de comunismo como também com o próprio regime militar que o prendeu em sua própria residência.
No tempo da ditadura militar sofreu muito ao ver seu próprio clero dividido – bispo auxiliar e padres – e seus colaboradores diretos ligados ao MEB, a Rádio Cultura e a Ação Católica serem presos e perseguidos. Faleceu, aos 59 anos de idade, na madrugada do dia 3 de abril de 1970.
MARACATU DE NAZARÉ DA MATA É DESTAQUE EM EXPOSIÇÃO NO FESTIVAL DE INVERNO DE GARANHUNS.
A Exposição do fotógrafo Helder Ferrer está sendo realizada em Garanhuns, como parte do Festival de Inverno e mostra a cultura do maracatu de baque solto.
Todas as pessoas que passarem pela cidade de Garanhuns durante a realização do 20.º Festival de Inverno de Garanhuns (FIG 2010), que acontece até o sábado, dia 24 de Julho de 2010, poderá conferir a EXPOSIÇÃO BAQUE SOLTO, do fotógrafo Helder Ferrer. A Exposição apresenta 23 imagens, em slides, que retratam o universo do maracatu rural.
A mostra é parte integrante da Programação do 20.º Festival de Inverno de Garanhuns (FIG 2010), realizada das 16h às 22h, em um local próximo à Esplanada Guadalajara, na Rua Coronel Antônio Victor, 403.
Todas as imagens, exibidas na Exposição Baque Solto, foram feitas durante os festejos Carnavalescos do município de Nazaré da Mata, a Terra do Maracatu.
A mostra também conta com um projeto diferenciado de integração com o público. Um projetor com uma câmera gerará imagens dos visitantes, que receberão um catálogo inédito, com fotos e textos sobre a exposição.
Ao fim do Festival de Inverno de Garanhuns, o Prefeito NADO, juntamente a sua Assessoria Técnica, articulam a vinda do fotógrafo Helder Ferrer, para apresentação da Exposição Baque Solto, no município de Nazaré da Mata.
Todas as pessoas que passarem pela cidade de Garanhuns durante a realização do 20.º Festival de Inverno de Garanhuns (FIG 2010), que acontece até o sábado, dia 24 de Julho de 2010, poderá conferir a EXPOSIÇÃO BAQUE SOLTO, do fotógrafo Helder Ferrer. A Exposição apresenta 23 imagens, em slides, que retratam o universo do maracatu rural.
A mostra é parte integrante da Programação do 20.º Festival de Inverno de Garanhuns (FIG 2010), realizada das 16h às 22h, em um local próximo à Esplanada Guadalajara, na Rua Coronel Antônio Victor, 403.
Todas as imagens, exibidas na Exposição Baque Solto, foram feitas durante os festejos Carnavalescos do município de Nazaré da Mata, a Terra do Maracatu.
A mostra também conta com um projeto diferenciado de integração com o público. Um projetor com uma câmera gerará imagens dos visitantes, que receberão um catálogo inédito, com fotos e textos sobre a exposição.
Ao fim do Festival de Inverno de Garanhuns, o Prefeito NADO, juntamente a sua Assessoria Técnica, articulam a vinda do fotógrafo Helder Ferrer, para apresentação da Exposição Baque Solto, no município de Nazaré da Mata.
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